66 Bistrô

FECHADO. CT Trattorie agora funciona no mesmo imóvel.

Hoje, 14 de julho, se comemora uma das mais importantes datas históricas da França: a tomada da Bastilha. E nada melhor que aproveitar o mais famoso feriado francês para celebrar o mais famoso filho que àquela terra nos deu. O Bistrô 66 foi o primeiro restaurante de Claude Troigros que conheci, antes de seu filho Thomas assumir as caçarolas por lá. Me lembro até hoje: comi uma carne grelhada à perfeição com o famoso arroz croc croc do chefe. E foi inesquecível.

E quando a nostalgia toma conta a gente faz coisas assim: publica novo post com fotos horrendas que fariam vovô Troigros se revirar no túmulo. Mas c’est la vie, era o que tinha (aceito um celular novo, alguém?), e você precisa acreditar em mim que tava tudo muito gostoso. A começar pelo couvert (R$ 11 por pessoa), que te recebe bem com pãezinhos acompanhados de pastas de berinjela adocicada, de peixe e de grão de bico.

Seguiram-se os pratos principais, o primeiro sob a forma de uma suculenta carne servida na frigideira (R$ 61)…

… acompanhada de batatas chips aromatizadas com louro, que já eram feitas ali muito antes de serem adotadas pelo CT Boucherie.

Adoro essa mania que eles tem aqui de servir as coisas na panela, em potinhos e travessas que dão a sensação de aconchego de estar comendo em casa, com direito a se servir de novo. Foi assim com a saltimboca de vitela com presunto Parma (R$ 60) que comi, servida com toda sorte de coisas doces e aromáticas: passas, lascas de maçã verde, canela…  como fruta combina com carnes curadas!

Não resisti e voltei às origens com o arroz croc croc, que trouxe um sabor mais neutro à sinfonia da saltimboca. Minha mãe sempre inquieta tentou que tentou até que descobriu que o croc croc do arroz é feito com arroz selvagem frito. Depois eu pego ela pra contar como por aqui.

Falando nela, a escolha de mamá foi o prato clássico da família Troigros: peixe crocante (olha os croutons que fazem a casca!) servido com o molho de azedinha (R$ 57), assinatura da célebre família de cozinheiros franceses.

Mini legumes de origem (R$ 9,80), ainda meio crocantes, ornaram a leveza do prato.

Como ninguém é de ferro e o dia pede comemoração, sobremesas tipicamente francesas, por favor. Creme brule (R$ 16) numa textura incrivelmente sedosa e uma pele de açúcar crocante que devia servir de aula para qualquer aprendiz de cozinheiro com um maçarico.

Não podia faltar ele, o crepe Suzette (R$ 16), devidamente flambado pelo garçom no próprio salão, Com dose generosa de licor de laranja.

Reparou no detalhe? Dessa vez sentamos em um salão diferente, subindo uma escadinha no fim do corredor de entrada. Ao fundo, o cenário amigo-de-fé-camarada de Claude, onde ele faz receitas desde os tempos do Menu Confiança para a gente ver em casa.

Gente, posso falar? De lamber o prato.

Bistrô 66

Rua Alexandre Ferreira, 68 . Jardim Botânico . 21 2266-0838 . Rio de Janeiro

http://www.66bistro.com.br/

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