Aconchego Carioca

A dieta braba, agora acompanhada de perto por uma nutricionista, não tem rendido guloseimas dignas de muitas linhas. Então, em um surto de saudade da pluralidade culinária, resolvi resgatar a visita que fiz a um lugar absolutamente proibido para os dias de hoje: o Aconchego Carioca.

A casa da dedicada chef Kátia Barbosa, localizada em uma rua bucólica perto da Praça da Bandeira, começou a ficar famosa através de seu bolinho de feijoada (R$ 21), provado e copiado por todos nos cantos mais distantes do país. Pensa que é pouco? Vai inventar isso antes de todo mundo. E foi por ele que começamos a degustação dos petiscos da casa.

A massa é feita com o feijão, com recheio de couve, e chegam à mesa escoltados por uma porção generosa de torresmo e a famigerada batidinha de limão, companhia obrigatória do prato nacional.

Para a batidinha não se sentir sozinha, uma dose de cachaça da minha terrinha, a Armazém Vieira, direto de Florianópolis para as mesas cariocas. Se quiser algo mais leve, se joga em uma das dezenas de opções de cervejas nacionais e importadas da casa. No dia, eu fiquei com a minha queridinha Erdinger de trigo – só para o caso da comida leve da casa não dar sustância.

Como fomos à noite, os pratos que nos fizeram babar no cardápio tiveram que ser adiados para um outro dia, e continuamos a testar a capacidade da chef de criar bolinhos. Dessa vez, chegou o que para mim foi o ponto alto da noite: feijão branco com recheio de rabada  (R$ 25) e um delicado molhinho vinagrete que combinou horrores.

E essa foto aqui dá para sacar bem o porque do sucesso do local. Dá uma olhada na crosta sequinha, com interior cremoso e recheio abundante do bichinho. Coisa fina, meu bem.

O próximo tinha massa de tapioca e recheio de camarão, o que o tornou um item indispensável. Sério, tem como não pedir? As chamadas Almofadinhas (R$ 24) estavam gostosas, mas não tão crocantes quanto eu gostaria: fiquei pensando nos dadinhos de tapioca do Mocotó, que para mim ainda estão no topo do uso do derivado da mandioca.

Achei que não podia mais, mas passei a noite namorando o singelo pastelzinho de angu com recheio de requeijão de ervas (R$ 21) e achei que já que eu estava lá… bem feito, como tudo, mas nada tão memorável quanto o de feijão branco.

E como tudo que acaba bem tem que ter um doce, nos aventuramos nos palitinhos de queijo coalho com goiabada cascão cremosa (R$ 16). Sou fã dessa mistura, então sempre gosto de provar as ideias novas da combinação mais clássica do país. Mas posso falar? Não achei os doces o forte da casa. Os palitinhos estavam meio murchos, um pouco gordurosos e produziram uma combinação pouco sutil com o creme de goiaba.

O doce de caju servido com requeijão de corte gratinado (R$ 12) estava melhor do que a primeira tentativa, mas ainda achei muito doce – fiquei feliz de dividir com o resto da mesa.

No final, o Aconchego se mostra um lugar agradável, ótimo para uma comida de bar diferente com bebida de qualidade. Não é barato, mas a comida vai certamente fazer parte da diversão.

Aconchego Carioca

R. Barão de Iguatemi, 379 . Praça da Bandeira . 21 2273-1035 . Rio de Janeiro

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